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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A oração e a catequese




Por Alberto Meneguzzi*


A oração é um momento especial na catequese, mas precisa antes de tudo, ser um instante de reflexão, encontro pessoal e de seriedade. O catequista tem a função de ser um mediador nesta descoberta. Explico: um mediador porque se supõem que na família de cada um, a oração esteja sendo praticada e exercitada. Mas, como na prática nem sempre isso acontece de “mediador” muitos catequistas passam a ser “iniciadores” da oração para muitos jovens e crianças.

Por esta razão, para uma tarefa tão importante, é preciso achar a fórmula ideal, a técnica adequada para convencer. E não é tão complexo assim fazer com que crianças e jovens orem, não somente na catequese, mas coloquem a oração como parte de suas vidas. O catequista tem a função de esclarecer aos seus catequizandos e aos pais deles, que ao rezar, não estarão cumprindo apenas uma tarefa exigida pelo catequista ou pela Igreja, mas sim, para as suas vidas.

Neste contexto, a oração inicia bem antes e ela já fica demonstrada na maneira como os jovens e as crianças são acolhidas ao chegarem ao encontro. Um sorriso, um aperto de mão, um abraço, um “seja bem-vindo” já são trechos de uma linda oração. Acolher também é orar. Quando o catequista acolhe, olha nos olhos, conversa informalmente, dá a mão, abraça com carinho, a oração já está em pleno andamento. A catequese precisa resgatar estes pequenos, mas importantes valores.

Não tocaremos corações, não indicaremos um caminho e não convenceremos ninguém a nada se as nossas atitudes em relação aos pais, crianças, jovens e até mesmo os outros colegas catequistas, não forem de acolhimento. Insisto nisso: acolher é orar. E de que forma você acolhe? Em que momento você sorri para seus catequizandos? Quando você os observa mais de perto em suas feições, expressões e atitudes? Qual o seu contato mais próximo? Você se interessa por eles? Ouve, nos momentos informais, o que eles têm para lhe contar? Partilha o seu dia-a-dia?

Em muitas turmas de catequese, a oração sempre ocorre numa sala fechada, no início do encontro, de forma solene e automática. Em muitos casos, o catequista é quem manda e reza. Os demais apenas obedecem. A oração, nestes moldes, não se torna algo compartilhada, dividida e espontânea. Assim, um momento que poderia ser rico em reflexões, passa a ser dividido com “risadinhas” fora de hora e com brincadeiras que tiram o seu verdadeiro objetivo. Rezar apenas para dizer que rezou, não tem validade e se torna apenas uma tarefa executada sem atingir o coração.

Oração na catequese não é tarefa que precisamos pedir como tema de casa. Oração na catequese não é algo imposto pelo catequista na base do autoritarismo. Oração na catequese não tem uma hora exata para acontecer. O encontro de catequese em si, já é uma oração e deve acontecer de forma natural, gradual e sistemática, sem atropelos e imposições.
Apresento abaixo, alguns passos importantes que podem servir para fazermos da oração um momento especial na catequese:
·    A leitura bíblica é um momento de oração. Faça deste instante, de contato com a Palavra de Deus, algo permanente nos seus encontros. Exercite o manuseio da Bíblia. Escolha passagens atraentes e explique o significado. Reflita junto, faça propósitos, tire lições. A leitura orante é um momento enriquecedor;
·    O acolhimento, a conversa informal e o sorriso, são momentos de oração;
·    Tire seus catequizandos da sala onde se realizam os encontros semanais, pelo menos por breves instantes. Vá até a igreja com eles e circule pelo templo;
·    Leve-os até o sacrário e explique como é importante aquele lugar;
·    Destaque a necessidade que todos têm de oração. Aproveite a ida a Igreja e esclareça o porquê de alguns gestos e ritos, como o sinal da cruz e a genuflexão;
·    Ensine-os a rezar. Diga a eles que devem pedir, mas também agradecer. Faça com que lembrem de seus pais, familiares e amigos em suas orações;
·    Deixe que eles se espalhem pela igreja e rezem, de forma individual. Reze também você com eles. A oração feita assim torna este momento mais solene, cheio de vida. Embora pareça algo individual, orar desta forma transforma o instante coletivo na medida em que todos estão juntos no templo, com o mesmo objetivo, ou seja, a oração, um encontro pessoal com Deus;
·    Faça com que seus catequizandos, se cumprimentem ao chegar e se despeçam ao sair. Instrua-os a praticarem os pequenos gestos. Um aperto de mão, um abraço, demonstra o carinho e a educação que devem ter no trato uns com os outros. O exercício de pequenos gestos é oração das mais profundas;
·    Não fuja do contato com os pais. Procure-os e ao conversar com eles, coloque a eles a importância de também rezarem em casa, juntos, em algum momento do dia. Pode ser uma oração breve, mas estimule-os a rezar com os filhos e em família;
·   Não são só os outros que precisam rezar. O catequista também precisa, e muito, encontrar momentos para a oração. Isso significa o fortalecimento da sua fé e do seu entusiasmo pela missão que lhe foi confiada. É fundamental que isso aconteça. Sem oração, a catequese se torna incompleta, sem rumo e sem objetivo concreto.

*Alberto Meneguzzi é escritor, jornalista, relações públicas, radialista e catequista. Autor dos livros “Paixão de Anunciar” e “Missão de Anunciar”, publicados pela Editora Paulinas.

Até a próxima postagem!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Metodologia catequética - A linguagem na catequese

5. A linguagem na catequese:

Vivemos na sociedade da informação e da tecnologia, marcada pelos impactos da globalização. E a catequese se coloca diante desse mundo plural com várias vozes e vários estereótipos. Junto aos areópagos da pós-modernidade, a catequese tem a missão de tornar não só clara e audível, mas também crível, a Palavra de Deus, precioso tesouro anunciado ao longo dos séculos pelos profetas, mártires, discípulos e discípulas que ardorosamente deram seu testemunho com coragem e alegria. 
Não é possível pensar que hoje todos tenham de ter uma única linguagem, um mesmo jeito de falar e de anunciar a mensagem cristã. Contudo é possível que todos procurem entender a essência da mensagem e a ela possam aderir, transmitindo ao mundo pela fidelidade, a fé que edifica o Reino de Deus. Não há como haver uma única linguagem, mas é possível que todos estejam sintonizados na mesma freqüência que oriunda do Evangelho. 
O Diretório Nacional de Catequese coloca como desafio: “formar catequistas como comunicadores de experiências de fé, comprometidos com o Senhor e sua Igreja, com uma linguagem inculturada que seja fiel à mensagem do Evangelho e compreensível, mobilizadora e relevante para as pessoas do mundo de hoje, na realidade pós-moderna, urbana e plural” (DNC 14b). 
Enfim, falar de linguagem é falar de inculturação e esta prática torna-se cada vez mais irrenunciável para a ação catequética: “a catequese tem a missão permanente de inculturar-se, buscando uma linguagem capaz de comunicar a Palavra de Deus e a profissão de fé (Credo) da Igreja, conforme a realidade de cada pessoa” (DNC 149).

Para ajudar a reflexão:

“No método, são importantes: a linguagem adequada e os meios didáticos. É necessário adaptar-se aos interlocutores, usando uma linguagem compreensível, levando em conta a idade, cultura e circunstâncias. Às vezes a transmissão da mensagem evangélica fica prejudicada pelo uso de uma linguagem inadequada. (...) A catequese faz uso da linguagem bíblica, histórico-tradicional (Credo,liturgia), doutrinal, artística e outras. É preciso, porém, estimular novas expressões do Evangelho com linguagens renovadas e comunicativas como a linguagem sensorial e midiática (rádio, TV, internet) e outras. O emprego dos meios didáticos e o uso de instrumentos de trabalho são úteis e mesmo necessários para a educação da fé. Por isso, a Igreja capacita os catequistas para resgatar e assumir os valores da cultura do povo, estimulando a inculturação do evangelho” (DNC 163). 
“A pedagogia da fé precisa então atender às diversas necessidades e adaptar a mensagem e a linguagem cristãs às diferentes situações dos interlocutores.” (DNC 179). “A catequese é chamada a anunciar com vigor o Evangelho ao coração da cultura e das culturas.” (DNC 224).

Fiquem com a Bênção de Deus e Nossa Senhora!
Até a próxima postagem!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Metodologia catequética - Bom êxito no encontro

4. Regras de ouro para o bom êxito de um encontro:
Continuação do arquivo de Metodologia catequética...

Ø  Divida bem o tempo do encontro, de modo que a metade seja ocupada pelos catequizandos, incentivando sua participação e entrosamento nos temas abordados.
Ø  Evite atrasos. Saiba chegar com antecedência para os encontros. Assim você terá oportunidade para preparar o ambiente e acolher cada catequizando que chega.
Ø  Inicie sempre os encontros com uma oração. Pode-se invocar o Espírito Santo, fazer uma oração espontânea. Faça uma pequena recordação da vida, para colocar na oração intenções, nomes de pessoas ou fatos ocorridos na semana e que merecem nossa atenção.
Ø  Procure primeiro OUVIR. Retenha seu saber para despertar nos outros o prazer pela busca, pela partilha e pela construção de novas idéias.
Ø  Valorize as colaborações dos catequizandos, mesmo que suas idéias não estejam muito claras. Saiba dar o devido valor à partilha e ao trabalho do grupo.
Ø  Tente inspirar confiança, respeito e alegria através da sua presença. Não tente inibir o catequizando com o seu olhar e outras posturas.
Ø  Valorize a diversidade e os dons de cada um. Você não é poeta? Algum catequizando talvez o seja. Você não canta? Algum talvez cante.
Ø  Quando for necessário dialogar, não queira que a sua idéia ou sua cabeça prevaleça. Aponte caminhos, mas nunca feche assuntos e questões.
Ø  O catequista também ensina, em nome da Igreja, por isso, apresenta a verdade de fé, não segundo suas intuições, mas de acordo com o que a Igreja prega e ensina.
Ø  Ao escolher uma criatividade ou dinâmica para os encontros procure variar, levando em conta os cincos sentidos: ouvir (audição); ver (visão); degustar (paladar); cheirar (olfato); trabalhar as mãos (tato). É bom variar pra não cansar explorando somente um sentido!
Ø  Saiba criar dinâmicas de acordo com as idades dos catequizandos: desenhos, gestos, cantos, gincanas, jogral, encenação, trabalhos em grupos, gravuras, recortes de jornal, slides, fantoches, histórias em quadrinhos, audiovisuais, filmes, poemas, cartazes, pintura, etc...
Ø  Saiba colocar um toque de humor em cada encontro. O encontro de catequese não pode ser uma reunião séria, como se fosse uma reunião de executivos. Tem que haver descontração, deve saber equilibrar, oferecendo possibilidades de desenvolver o lúdico.
Ø  Se os catequizandos falam alto demais, fale mais baixo. Você adquire o silêncio, sem ter que perder a paciência, ou pior sem ter que berrar achando que vai apaziguar a situação.
Ø  Não humilhe, não despreze e nem deixe ninguém de lado. Saiba controlar aqueles que facilmente participam para não intimidar mais ainda os que ficam muito quietos e sem iniciativa.
Ø  Cada um é um. Por isso, evite fazer comparações entre os catequizandos.
Ø  Quando for alguma atividade em grupo, procure perceber se está havendo a participação de todos, ou se tem algum que não se envolve. Procure ter essa sensibilidade para não deixar essa situação atrapalhar a participação e a aprendizagem de todos.
Ø  Saiba ser presença junto a cada catequizando, ao longo do encontro. Mantenha uma comunicação com cada um é a melhor forma de obter disciplina. Você poderá se comunicar efusivamente com o olhar, um gesto, um sorriso e uma palavra, sem soar como se estivesse vigiando ou desconfiando da capacidade do catequizando.
Ø  Apresente os objetivos do encontro de forma atraente e desejável. Nunca falar claramente, deixe sempre um enigma a desvendar no final.
Ø  Terminar o encontro com uma oração e sempre que puder ajudar o grupo a assumir um propósito para ser realizado naquela semana e que esteja em sintonia com o tema que foi refletido.
Ø  Além dos encontros aproveitar para celebrar a vida e a fé, as alegrias e as dores, os desafios e os anseios da caminhada. Recorrer ao ofício Divino, à celebração da Palavra, terço, e outras manifestações de fé.

Até a próxima postagem!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Metodologia catequética - Preparação do encontro

3. Como preparar um encontro catequético:

Conhecendo os meios e recursos disponíveis, o catequista deve preparar antecipadamente o encontro. E como preparar um encontro de Catequese? Eis alguns passos:
1. Olhar a realidade: quem são? Crianças? Adolescentes e Jovens? Adultos? Onde vivem?
2. Traçar o objetivo do encontro: o que se pretende alcançar com esse encontro? Qual sua finalidade? Tente formular um objetivo bastante simples e bem concreto. Algo bem “pé no chão”.
3. Conteúdo: qual a mensagem a ser anunciada? Que tema trata o encontro? Qual o texto da Palavra de Deus será proclamado e refletido no encontro? Quais as perguntas que poderão ser feitas a fim de ajudar a entender o texto?
4. Selecionar o método apropriado: como chegar lá? Quais os meios e recursos serão utilizados para transmitir a mensagem?
5. Executar o que foi planejado: colocar em prática tudo aquilo que foi preparado com antecedência.
6. Avaliar o encontro: o objetivo do encontro foi alcançado? Se não foi, por quê? Houve imprevistos? O que não ficou claro e precisa ser esclarecido? Houve uma boa
participação?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Metodologia catequética - O encontro catequético

2. O Encontro Catequético

“A pedagogia catequética tem uma originalidade específica, pois seu objetivo é ajudar as pessoas no caminho rumo à maturidade na fé, no amor e na esperança”.
(DNC 146)

O encontro de catequese não é uma aula, e não há aluno e professor, mas catequizando e catequista. O encontro catequético é um encontro de fé, espaço privilegiado de educação e amadurecimento da fé. O encontro é uma feliz oportunidade para aprender, ensinar, sentir, criar, descobrir e experenciar.
A catequese é exigente! Não dá para ficar com aquela idéia de que basta ter boa vontade para fazê-la. Todos devem estar preparados para a catequese: o catequizando, o qual deve estar motivado para participar e o catequista, o qual deve ter preparo e testemunho de fé. A comunidade também tem um papel importante para a catequese, como escola de comunhão e acolhida e ambiente propício para a iniciação e o testemunho da fé.
A metodologia da Catequese é a metodologia da Igreja. Ela contempla alguns passos importantes: VER – ILUMINAR – AGIR – CELEBRAR - AVALIAR. Dentro do encontro catequético, estes momentos podem ser contemplados.
Mais do que nunca, o século XXI exige de nós catequistas uma nova maneira de evangelizar e catequizar as crianças, jovens e adultos. Sonhamos com uma catequese que parta da realidade, que seja iluminada pala Palavra de Deus. Sonhamos com uma catequese que valoriza os laços de amizade e os sentimentos. Sonhamos com uma catequese comprometida com os valores do Reino de Deus. Sonhamos com uma catequese que conduza nossos catequizandos a serem autênticos e fiéis seguidores de nosso Mestre Jesus. Para que isso aconteça, não existem receitas prontas.
Existem caminhos que precisam ser trilhados. Cabe a cada catequista, de acordo com sua realidade, descobrir qual o melhor método (caminho) a ser seguido para que a catequese alcance seu objetivo de construir comunidades.

Trabalho em grupo:
A partir de alguns textos dos evangelhos (Zaqueu, Samaritana, Discípulos de Emaús e outros relatos), qual o método utilizado por Jesus para anunciar a Palavra e provocar uma resposta de fé?

Eis algumas dicas para melhorar a qualidade do encontro catequético:

Ø   Conheça o seu grupo de catequizandos, chamando-os pelo nome. Interesse-se por conhecer cada família e a realidade de cada um.
Ø   Busque apoio em alguém para resolver as dificuldades surgidas; seu coordenador deve estar a par de tudo.
Ø   Procure variar a disposição dos lugares na hora do encontro. a disposição em semicírculo é sempre muito boa: todos se olham de frente.
Ø   Evite as improvisações. Prepara cada encontro com antecedência. Tenha seu caderno de preparação e avaliação sempre em dia e em ordem.
Ø   Evite a rotina. Aproveite para isso as celebrações e revisões. Quando sentir que o grupo está desinteressando, prepare um encontro-surpresa: passeio, confraternização, jogo...
Ø   Procure conhecer o conjunto da programação e do material que pode ser utilizado na catequese. Isso lhe dará segurança.
Ø   Use com critério e criatividade o seu material à sua disposição. Saiba inculturar de acordo com a realidade de cada um.
Ø   Procure valorizar e acompanhar os catequizandos, dando-lhes algumas responsabilidades e oportunidades para participar ativamente do encontro catequético.
Ø   Esteja sempre em contato com a coordenação. Ela ajudará você a resolver suas dúvidas e você sentirá que não está sozinho nessa obra. Não desanime! O trabalho que vale a pena, sempre exige compromisso e sacrifício.
Ø   Não se interesse pelo catequizando somente no momento do encontro. Ele precisa ter a certeza de que você está pensando nele, querendo o seu bem. Procure saber do que ele gosta, quais seus problemas.
Ø   Participe intensamente de sua comunidade. Carregue no coração a alegria de pertencer a uma comunidade cristã, mesmo com suas dificuldades. Lembre-se de que você é um legítimo representante e servidor da Igreja, no ministério do anúncio da Palavra.
Ø   Seja uma pessoa de oração. Reze. A Palavra de Deus deve ser para você um livro de meditação diária. Não uma oração alienada da realidade, mas uma oração comprometida com a vida e a realidade.
Ø   Seja freqüente nos encontros de formação de catequese, correspondendo ao chamado de Deus com responsabilidade.
Ø   Seja presente e atuante na vida da sua comunidade. Seu testemunho de vida é a forma mais eloqüente para viver o ministério.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Metodologia catequética - Importância na ação catequética

 “Nenhuma metodologia dispensa a pessoa do catequista no processo da catequese. A alma de todo método está no carisma do catequista, na sua sólida espiritualidade, em seu transparente testemunho de vida, no seu amor aos catequizandos, na sua competência quanto ao conteúdo, ao método e à linguagem. O catequista é um mediador que facilita a comunicação entre os catequizandos e o mistério de Deus, das pessoas entre si e com a comunidade.” (DNC 172)

1. Importância da Metodologia na ação catequética

Uma das preocupações mais intrigantes para os catequistas é com relação à Metodologia. Cada vez mais nos defrontamos com a necessidade de melhorarmos e crescermos na missão catequética. Ao preparar um encontro catequético sempre vêm à mente aquelas perguntas: “como vou preparar o meu encontro?”, “de que maneira vou trabalhar com os catequizandos?”, “qual o caminho a percorrer?”.
A palavra método é uma palavra de origem grega, méthodos, do grego – odós, que quer dizer caminho, estrada que ajuda a chegar aonde que se quer, isto é, alcançar a meta proposta. O método catequético supõe uma ação de planejamento, o qual requer:

Ø  “Domínio” do conteúdo a ser transmitido (O QUÊ?);
Ø  Conhecimento da realidade e da vida dos catequizandos (QUEM?);
Ø  Objetivos claros e concretos (PARA QUÊ?);
Ø  Discernimento para escolher o melhor caminho, o método mais apropriado (COMO?);
Ø  Capacidade para agendar as datas e administrar bem o tempo (QUANDO?);
Ø  Clareza quanto à razão da sua missão e do caminho a ser percorrido (POR QUÊ?).

A catequese pode ter vários métodos. Assim, como para se chegar a um endereço determinado, pode-se fazer uma longa caminhada, passar por desvios e pontes desnecessários ou encontrar a maneira mais rápida para chegar à meta proposta. Na educação da fé pode acontecer o mesmo. Quando não temos objetivos claros e nem sabemos como realizar o que desejamos, podemos nos perder no caminho sem chegar a alcançar a meta proposta.
Na catequese, precisamos percorrer os caminhos mais adequados para vivenciar um processo eficaz: “Para isto, é preciso não esquecer que além dos objetivos, precisamos ter em mente a realidade em que trabalhamos (rural, periferia, urbana), os destinatários com suas experiências, cultura, idade, os conteúdos a serem refletidos, vivenciados, o uso de uma linguagem adequada, e a comunidade que é fonte, lugar e meta da catequese” (Marlene Bertoldi).
A Conferência de Aparecida fez sobre a caminhada da Igreja Latino-Americana, uma séria reflexão sobre os métodos utilizados pela Igreja na Catequese e na Ação Evangelizadora. Depois de elencar as conquistas e os aspectos positivos (a animação bíblica da pastoral, renovação litúrgica, empenho dos ministros ordenados e dos leigos e religiosos, a ação missionária e a renovação pastoral da Igreja), a conferência apresentou algumas sombras e retrocessos (reducionismos, enfraquecimento da vida cristã, falta de acompanhamento aos leigos, florescimento de espiritualidade de cunho intimista, linguagem distante da Igreja, escassez de vocações, católicos afastados, trânsito religioso, pluralismo religioso, afastamento e falta de coragem e perseverança na fé), dentre os quais, elencamos duas:
Ø  • “Percebemos uma evangelização com pouco ardor e sem novos métodos e expressões, uma ênfase no ritualismo sem o conveniente caminho de formação, descuidando outras tarefas pastorais” (DAp 100 c).
Ø  • “Na evangelização, na catequese e, em geral, na pastoral persistem também linguagens pouco significativas para a cultura atual e em particular para os jovens. (...) As mudanças culturais dificultam a transmissão da Fé por parte da família e da sociedade” (DAp 100 d).

Tal constatação nos convida a repensar nossa ação catequética, procurando novos caminhos e novos meios para transmitir a mensagem de fé. Sobre a importância do método, convém refletir alguns aspectos inerentes:

  • Método Catequético supõe um caminho a ser trilhado, a ser construído. Como diz o provérbio: “não há caminho pronto, caminho se faz ao caminhar”.
  • O catequista faz parte do Método Catequético: seu jeito de ser, olhar, escutar, falar, sorrir, questionar, trabalhar, pontuar e agir;
  • O Método supõe sempre uma ação comunitária: ele passa pela partilha em grupo e aproveita os espaços onde há reflexão, planejamento, ação e avaliação;
  • Método é uma experiência de convivência e de amizade. O método transforma as pessoas, de desconhecidas a bons amigos. Aqui não há espaço para isolamento, inimizades ou monólogos.
  • Jesus fez do seu seguimento um método bastante eficaz para os seus discípulos. Ele mesmo se colocou como caminho (Jo 14, 6);
  • Método é procedimento: acolher, ver, iluminar, agir, celebrar e avaliar;
  • Método é interação: Fé, Vida e Comunidade;
  • Método é aprendizagem (aprender-fazendo, aprender-ensinando) e oportunidade para aprimorar a escuta (ouvir-rezando; ouvir-sentindo e ouvir-amando).
  • Método é comunicação através da linguagem verbal e não verbal (gestos e símbolos);
Método é ação criativa e dinâmica. É caminho de construção, instrução e desconstrução.


Gente, espero que gostem e aproveitem o tema Metodologia Catequética. A catequista Angela Rocha partilhou no grupo Catequistas Anjos do Brasil - via facebook - um arquivo que decidi trazer para vocês. É grande, por isso vou dividir em partes para postar aqui. Se alguém quiser ele completo o mais breve possível basta enviar um e-mail para cdoficial@hotmail.com.
Tenham todos uma semana maravilhosa e que São João Batista nos ajude a anunciar o Evangelho de Nosso Senhor!

sábado, 26 de maio de 2012

Os doze frutos do Espírito Santo

Se o Espírito Santo colocou em nós as admiráveis disposições que são os sete Dons (Ciência, Conselho, Entendimento, Sabedoria, Piedade, Fortaleza, Temor de Deus), foi para que déssemos Frutos. "Eu vos escolhi e vos destinei para que vades e deis Frutos, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16), disse Jesus a seus apóstolos. Esse fruto será tanto mais abundante e saboroso quanto mais docilmente o ramo se deixar podar e limpar pelo Vinhateiro Divino (Jesus), aceitando generosamente os pedidos que Ele nos fizer.

DISTINÇÃO ENTRE OS DONS E OS FRUTOS
•        Os Dons são dados, o fruto é gerado.
•        Os Dons vem após o Batismo no espírito Santo, o fruto é na conversão.
•        Os Dons são de fora para dentro, os Frutos vem de dentro para fora.
•        Os Dons já vem completo, o Fruto requer tempo para crescer.
•        Os Dons vem pelo Espírito, os Frutos vem por Jesus.
•        Os Dons são distintos, os Frutos é indivisível.
•        Os Dons confere poder, os Frutos confere autoridade.
•        Os Dons identificam o que fazemos, os Frutos mostra o que somos.
•        O mais interessante é que os Dons podem ser imitados, porem os Frutos nunca será.
OS FRUTOS DO ESPÍRITO
O Espírito Santo é a água Viva que rega nosso coração, a cada dia, para que possamos produzir seus Frutos. Quais são os frutos?
A tradição da Igreja enumera doze frutos que são:
1. AMOR
2. ALEGRIA
3. PAZ
4. PACIÊNCIA
5. LONGAMINIDADE
6. BONDADE
7. BENIGNIDADE
8. MANSIDÃO
9. FIDELIDADE
10. MODÉSTIA
11. CONTINÊNCIA
12. CASTIDADE
EIS OS FRUTOS VAMOS CONHECÊ-LOS
AMOR: Alem de ser um fruto que plantamos em nossos corações é o maior sentimento de dedicação absoluta para com o outro, é se doar totalmente ao outro é o nosso imenso Amor ao Pai.
ALEGRIA: A base desse fruto é o fruto do Amor, Deus nos que alegres, pois ele não nos criou para a tristeza, é o prazer de se viver.
PAZ: Com a união do Amor e da Alegria se tem o grande sentimento interno e externo da Paz que Deus nos deixou, é a ausência de medo de culpa a ausência de Guerras.
PACIÊNCIA: Um dos Frutos que nos dá a qualidade de saber esperar, uma virtude que consiste suportar dores, infortúnios com uma tranqüilidade que só Deus suportou.
LONGANIMIDADE: Um dos Frutos difíceis de entender, pois ele esta interligado com a Paciência e a Paz, significa ser magnânimo, grande na alma e generoso, um fruto sobrenatural que é à disposição da alma que nos permite esperar, sem se queixar das amargurar dos planos de Deus de santidade para todos nós. É uma certeza de que se cumprira em nossa alma todos os desígnios eternos de Deus e esta certeza eleva a alma e traz uma Paz que nada pode perturbar.
BONDADE: É simplesmente querer o bem para o outro, mas não basta querer o bem para que o Amor seja eficaz, a Bondade deve nos levar a ter atos concretos para o bem do outro o que nos leva ao fruto da Benignidade.
BENIGNIDADE: É o Amor mostrando compaixão é procurar nunca magoar ninguém, é o ato de fazer o bem sem precisar recompensa por isso.
MANSIDÃO: É o fruto que nos deixa manso perante a Deus, assim nos deixa obediente para com Deus e seus ensinamentos, a Mansidão nos da à vontade para suportarmos as contrariedade com suavidade e sem irritação, sem dar amostras de impaciência e muito menos fúria.
FIDELIDADE: É a qualidade de sermos fiel, leal, honrado, aquele que não falha, a qualidade de sermos verdadeiro, é a uma qualidade sobrenatural que nos inclina a dar ao próximo tudo o que lhe é devido, sob que forma for, é a justiça perfeita, é o que devemos ao próximo, Amor um Amor misericordioso, gratuito, um Amor de boa vontade e um Amor compassivo, um Amor que tem piedade, compaixão.
MODÉSTIA: É um fruto com total ausência de vaidade, total desinteresse de atrair a atenção para si, sobre seus exageros, sobre suas virtudes, Dons ou qualidades, paixão ou beleza, é moderação nas ações e na conduta.
CONTINÊNCIA: É se conter, controle de seus instintos, poder sobre sua própria pessoa, é privar-se dos prazeres tendo assim domino sobre si.
CASTIDADE: A Castidade é o contrário do que muitas pessoas pensam, ser castro, não é simplesmente ser virgem (sentido puro do corpo). Ter o fruto da Castidade é ser fiel para com seu dom, para com sua vocação perante Deus, é ser fiel a suas promessas, a sua Fé. Falando no sentido do significado da palavra Castidade, é ser castro se abstendo assim de relações sexuais. Vivemos assim a nossa Castidade em nossa vocação, por exemplo, ser fiel intimamente para com ao Sacramento do Matrimônio, ser fiel para com seu esposo ou esposa, ser fiel ao Sacramento da Ordem, ser fiel para com Deus, se abstendo assim de relações sexuais, é o fruto do Amor agindo em nós, por isso o fruto da Castidade tem que ser vivido e vivenciado.
FRUTOS DA CARNE QUE NÃO PODEMOS TER
•        Fornicação
•        Impureza
•        Libertinagem
•        Idolatria
•        Superstição
•        Inimizades
•        Brigas
•        Ciúmes
•        Ódio
•        Ambição
•        Discórdia
•        Partidos
•        Invejas
•        Bebedeiras
•        Orgias
•        E outras coisas semelhantes (Gl 5,19)
        
Esses frutos da carne são gerados se colocarmos obstáculos em nossas vidas, esses obstáculos são nossos medos, ressentimentos, amargura, rejeição, falta de perdão, magoa, etc...             
ASSIM PODEMOS ESCOLHER, QUAIS DESSES FRUTOS QUEREMOS COLHER EM NOSSA VIDA
        
•        Os Frutos do Espírito Santo
•        Os frutos da carne.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os sete dons do Espírito Santo

Estes dons são graças de Deus e, só com nosso esforço, não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam. Necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristã. 

No Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, reside o Amor Supremo entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus se encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. Peçamos à Maria, esposa do Espírito Santo, que interceda por nós junto a Deus concedendo-nos a graça de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade, de nossa miséria. Nas Escrituras, o próprio Jesus quem nos recomenda: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (Mt VII, 7s). 

1. Fortaleza - Por essa virtude, Deus nos propicia a coragem necessária para enfrentarmos as tentações, vulnerabilidade diante das circunstâncias da vida e também firmeza de caráter nas perseguições e tribulações causadas por nosso testemunho cristão. Lembremo-nos que foi com muita coragem, com muito heroísmo, que os santos desprezaram as promessas, as blandícias e ameaças do mundo. Destes, muitos testemunharam a fé com o sacrifício da própria vida. O Espírito Santo lhes imprimiu o dom da Fortaleza e só isto explica a serenidade com que encontraram a morte! Que luta gloriosa não sustentaram! Agora gozam de perfeita paz, em união íntima com Jesus, de cuja glória participam. Também nós, havemos de combater diariamente para alcançar a coroa eterna. Vivemos num mundo cheio de perigos e tentações. A alma acha-se constantemente envolta nas tempestades de paixões revoltadas. Maus exemplos pululam e as inclinações do coração constantemente dirigem-se para o mal. Resistir a tudo isto requer em primeiro lugar muita oração, força de vontade e combate resoluto. Por esta virtude, a alma se fortalece para praticar toda a classe de atos heróicos, com invencível confiança em superar os maiores perigos e dificuldades com que nos deparamos diariamente. Nos ajuda a não cair nas tentações e ciladas do demônio. 

2. Sabedoria - O sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento da sabedoria eterna de Deus, Criador de todas as coisas que distribui seus dons conforme seus desígnios. Para alcançarmos a vida eterna devemos nos aliar a uma vida santa, de perfeito acordo com os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nisto reside a verdadeira sabedoria que, como os demais, não é um dom que brota de baixo para cima, jamais será alcançada por esforço próprio. É um dom que vem do alto e flui através do Espírito Santo que rege a Igreja de Deus sobre a terra. Nos permite entender, experimentar e saborear as coisas divinas, para poder julgá-las retamente. 

3. Ciência - Nos torna capazes de aperfeiçoar a inteligência, onde as verdades reveladas e as ciências humanas perdem a sua inerente complexibilidade. Nossas habilidades com as coisas acentuam-se progressivamente em determinadas áreas, conforme nossas inclinações culturais e científicas, sempre segundo os desígnios divinos, mesmo que não nos apercebamos disso. Todo o saber vem de Deus. Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus é que pertence esta glória, a Deus, que é o doador de todos os bens. 

4. Conselho - Permite à alma o reto discernimento e santas atitudes em determinadas circunstâncias. Nos ajuda a sermos bons conselheiros, guiando o irmão pelo caminho do bem. Hoje, mais do que nunca está em foco a educação da mocidade e todos reconhecem também a importância do ensino para a perfeita formação da criança. As dificuldades internas e externas, materiais e morais, muitas vezes passam pelo dom do Conselho, sem disto nos apercebermos. É uma responsabilidade, portanto, cumprir a vontade de Deus que destinou o homem para fins superiores, para a santidade. Para que possamos auxiliar o próximo com pureza e sinceridade de coração, devemos pedir a Deus este precioso dom, com o qual O glorificaremos aos mostrarmos ao irmão as lições temporais que levam ao caminho da salvação. É sob a influência deste ideal que a mãe ensina o filhinho a rezar, a praticar os primeiros atos das virtudes cristãs, da caridade, da obediência, da penitência, do amor ao próximo. 

5. Entendimento - Torna nossa inteligência capaz de entender intuitivamente as verdades reveladas e naturais, de acordo com o fim sobrenatural que possuem. A aparente correlação não significa que quem possui a sabedoria, já traga consigo o entendimento por conseqüência (ou vice-versa). Existe uma clara distinção entre um e o outro. Para exemplificar: Há fiéis que entendem as contemplações do terço, mas o rezam por obrigação ou mecanicamente (Possuem o dom do entendimento). Há outros que, por sua simplicidade, nunca procuraram entender o seu significado, mas praticam sua reza com sabor, devoção e piedade, ignorando seu vasto sentido (possuem o dom da Sabedoria). Este exemplo, logicamente, se aplica às ciências naturais e divinas, logo ao nosso dia-a-dia. Não sendo um conseqüencia do outro, são distintamente preciosos e complementam-se mutuamente, nos fazem aproximar de Deus com todas as nossas forças, com toda a nossa devoção e inteligência e sensível percepção das coisas terrenas, que devem estar sempre direcionadas às coisas celestes. 

6. Piedade - É uma graça de Deus na alma que proporciona salutares frutos de oração e práticas de piedade ensinadas pela Santa Igreja. Nos dias de hoje, considerando a população mundial, há poucas, muito poucas pessoas que acham prazer em serem devotas e piedosas; as poucas que o são, tornam-se geralmente alvo de desprezo ou escárneo de pessoas que tem outra compreensão da vida. Realmente, é grande a diferença que há entre um e outro modo de viver. Resta saber qual dos dois satisfaz mais à alma, qual dos dois mais consolo lhe dá na hora da morte, qual dos dois mais agrada a Deus. Não é difícil acertar a solução do problema. Num mundo materialista e distante de Deus, peçamos a graça da piedade, para que sejamos fervorosos no cumprimento das escrituras. 

7. Temor de Deus - Teme a Deus quem procura praticar os seus mandamentos com sinceridade de coração. Como nos diz as Escritura, devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus, e o resto nos será dado por acréscimo. O mundo muitas vezes sufoca e obscurece o coração. Todas as vezes que transigências fizemos às tentações, com certeza desprezamos a Deus Nosso Senhor. Quantas vezes preferimos a causa dos bens miseráveis deste mundo e esquecemo-nos de Deus! Quantas vezes tememos mais a justiça dos homens do que a justiça de Deus! Santo Anastácio a este respeito dizia: "A quem devo temer mais, a um homem mortal ou a Deus, por quem foram criadas todas as coisas?". Não esqueçamos, portanto, de pedir ao Deus Espírito Santo a graça de estarmos em sintonia diária com os preceitos do Criador. Por este divino dom, torna-se Deus a pessoa mais importante em nossa vida, onde a alma docemente afasta-se do erro pelo temor em ofendê-Lo com nossos pecados.

Fonte: Catequisar

Pessoal, achei muito interessante postar sobre os dons do Espírito Santo aqui como preparação para o Pentecostes! Esse texto é do site Catequisar e nos lembra a importância dos sete dons de forma muito clara. Inclusive esse texto pode ser distribuído para os catequistas na reunião ou para os crismandos. Espero que gostem. Até a próxima postagem :)

Senhor, derrama sobre nós os dons do teu Santo Espírito!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Atenção!

Olá, gente!
Vim fazer uma breve postagem aqui para dar um pequeno incentivo à vocês, catequistas! A CNBB divulgou em seu site um formulário de cadastro para os catequistas do Brasil. É mito importante que a gente o preencha. E, claro, que divulguemos para os catequistas da nossa paróquia/capela afim de que eles também o façam. Para se cadastrar basta acessar o site clicando aqui e preenchendo os dados.
Fiquem na paz de Jesus e com o amor da Virgem!

domingo, 20 de maio de 2012

A loucura do Espírito Santo



Oi gente! Demorei mas cheguei! Hoje trouxe pra vocês um texto bem legal do catequista Alberto Meneguzzi! Espero que gostem! Bom... estive visitando alguns blogs hoje e, gente, queria dizer que é muito lindo tudo o que vocês postam! Vocês são muito dedicados e sempre capricham nas postagens com reflexões, atividades e dinâmicas para catequistas, bem como para os catequizandos. Estou rezando para que Deus continue abençoando e santificando a missão evangelizadora de vocês! Ainda sou novata com blog catequético e no Catequistas Unidos, e muito antes que eu criasse o Caminhando para o Céu já andava visitando alguns blogs de catequese os quais me ajudaram muito na evangelização das crianças. Agradeço de coração a cada um pela acolhida e motivação! Isso me ajuda muito a estar alegre junto com as crianças. Mas, para ser mais direta... vamos logo ao que interessa! Boa reflexão!

"Somos a loucura do Espírito Santo. Não há outra explicação para a existência destas figuras chamadas "catequistas". Senão vejamos: o que explicaria que tantos homens e mulheres ainda prossigam dando catequese, uma vez por semana, num ambiente onde o que encontram é uma boa parte de crianças e jovens sem nenhum interesse pelas coisas de Deus? O que justificaria que tantos catequistas ainda insistam com a catequese apesar da ausência e da indiferença de tantos pais? Somos, de fato, a loucura do Espírito Santo. Só isso justifica que continuemos dando catequese quando muitos padres, párocos e vigários alardeiam que a catequese é prioridade e muitos, nem se quer aparecem nas reuniões de catequistas, encontros com os pais e até mesmo nos encontros semanais como nossas crianças e jovens.É a loucura do Espírito Santo que nos move, só pode ser. Se não fosse isso o que justificaria o empenho dos catequistas em muitas comunidades onde se quer existe um curso de formação para que possam saber mais das coisas de Deus e da Igreja?É esta loucura que toma conta dos catequistas e que faz com que eles não se importem com a falta de cadeiras, de material a até mesmo de um ambiente mais confortável para a realização dos encontros. São inúmeros catequistas deste imenso país que realizam seus encontros embaixo de árvores, na frente da Igreja, em suas casas e em muitos outros lugares. Qualquer local é um ambiente apropriado, o importante é catequizar com toda a garra e energia possível!O que justificaria que muitas mulheres deixem filhos, maridos e afazeres domésticos, para falar dos projetos de Deus para os filhos dos outros? O que justificaria que tantos jovens deixem as boates, festas, shoppings, internet, faculdade, trabalho, e tantos outros atrativos e compromissos para se dedicarem à tarefa da evangelização?O que justifica esta loucura que é ser catequista? Somos loucos! O catequista é um louco que acredita nas suas loucuras. Jesus também era chamado de louco. Só a rebeldia do Espírito Santo justifica que aceitemos tamanho desafio.É muito mais do que simplesmente o Espírito Santo, mas sim, o seu lado rebelde que estimula o catequista a seguir firme na sua missão. É muita coisa que puxa para o outro lado. O que mais nos estimularia a sermos catequistas se não fosse a força da rebeldia do espírito Santo?" (Alberto Meneguzzi)
Que sejamos loucos, mas que a nossa loucura seja por Cristo!

Pela sua dolorosa paixão tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!

Pela sua dolorosa paixão tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!
Oh sangue e água, que jorraste do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós!

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Santa Faustina, rogai por nós

Santa Faustina, rogai por nós

Devotos de Stª Teresinha

Devotos de Stª Teresinha
Paz e Rosas...